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Testando Mortal Kombat 11

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Testando Mortal Kombat 11

Dê uma olhada de perto em novos combos, customizações e reviravoltas de história que subvertem expectativas.

Lindo, mas tão brutal. Mortal Kombat 11 dá golpes de quebrar ossos e espinhas com a velocidade e ferocidade de tubarões.

Os detalhes (e inventividade) dos Fatalities vão fazer você estremecer, mas também o fará sentir a convicção das intenções dos lutadores em suas expressões faciais. Veja Sub-Zero, por exemplo, com sua fúria gélida ao encontrar seu velho amigo Scorpion. Mesmo com a máscara cobrindo metade de seu rosto, ainda nos deixou sem fôlego.

Mortal Kombat sempre foi um gênero pesado nos gráficos, mas cada pedaço de MK11 — movimentos dos personagens, os estágios super detalhados, até as telas de carregamento — estão polidos em um nível que merece respeito.

Há bastante coisas novas em MK11; novos combatentes que encaixam-se perfeitamente na mitologia em constante expansão; golpes revigorados; sistemas refinados; modos adicionais. MK11 parece como um produto que aprendeu não somente com seus predecessores, mas também com Injustice 2.

Uma costura no tempo mata nove
MK11 é a continuação da história que foi trazida ao cerne do reboot da série de 2011 (enfatizado pela falta do “9” no título daquela série). Ali, a história contada através do título original de 1992 e suas duas sequências foi modificada através de um Raiden enviado de volta no tempo. A mensagem veio de uma versão futura de si mesmo, na esperança que o conhecimento prévio alteraria os eventos e preveniria sua derrota mais tarde. Personagens e eventos subsequentes foram alterados — mas nem tudo para melhor.

A consequência dessa intervenção será sentida em MK11, com a revelação de uma nova e maligna Kronica. Ela é o “chefe dos chefes”, explica o diretor Ed Boon. “Ela é quem estava arquitetando todos os eventos desde MK1 até MKX”.

E assim, uma viagem no tempo forma a espinha dorsal da história de MK11. “Estamos trazendo todos os eventos de MK1, MK2 e MK3 e dobrando-os em cima da linha do tempo atual”, Boon continua. “Temos terremotos temporais, personagens encontrando suas versões passadas… [por exemplo], o jovem Liu Kang conhecendo sua versão Revenant. É muito maneiro”.

O reexame dos 26 anos de história da série pode ser um gancho interessante para os fãs de longa data. Imagine Looper com artes marciais ao invés de balas. Ou uma versão ultra sangrenta de De Volta para o Futuro.

A manipulação temporal também afeta o gameplay. O novo Geras pode mexer com o tempo em seus golpes. Aprenda como jogar com ele e você poderá desfazer dano ao voltar alguns segundos, ressuscitar a si mesmo ou subtrair segundos do marcador de tempo da partida. Será fascinante ver como os jogadores profissionais utilizarão e lutarão contra ele em seu potencial máximo.

E essa é a parte mais legal de Mortal Kombat 11. Se você não está interessado em sua história e nas políticas de seus personagens, você pode apenas aproveitar esse jogo de luta com mecânicas super polidas.

Criando uma brutalidade melhor

NetherRealm Studios claramente não está contente com atualizações incrementais. Mesmo no primeiro teste, Mortal Kombat 11 parece muito diferente de seu predecessor. Os combos parecem priorizar demonstrações mais curtas e brutais de poder (e memória muscular), que parecem mais da velha guarda se comparadas às enormes sequências de MKX.

Quanto aos golpes especiais, a lança-ioiô do Scorpion, a shuriken e o machado de gelo do Sub-Zero são alguns pontos altos iniciais. Sob uma perspectiva puramente visual, a criatividade por trás de Skarlet e a aterrorizante atualização visual de Baraka prometem muitos combos incríveis. Até o clássicos foram refeitos: o famoso “super-homem” do Raiden pode ser segurado por alguns momentos. Que comecem os jogos psicológicos.

A customização de personagens é um avanço enorme influenciado por Injustice 2, juntando preferências estéticas com parcialidade de golpes para fazer seu main de MK ficar mais em sincronia com seu estilo de luta. Juntando isso com pontos de atributo colecionáveis que você pode gastar como quiser para dar forma às forças de seu kombatente de escolha, e o grau de variação e jogabilidade aprofunda-se massivamente.

Mortal Kombat 11 parece ansioso em trazer algo diferente ao gênero que a franquia ajudou a definir por duas décadas. “Mudança… eu sempre sinto que a mudança em um jogo é importante”, diz Ed Boon quando perguntado sobre a longevidade da franquia, sugerindo que é um balanço cuidadoso entre o novo e o velho. De dar uma visão nova ao melhor que a história tem a oferecer.

“Há uma coceira de nostalgia”, ele continua, dizendo que assim como muitos se lembram de onde estavam quando ouviram uma canção marcante pela primeira vez, você sempre se lembra do seu primeiro Fatality. “Se você pode sanar esta coceira e adicionar algo novo… eu acho que esta é uma das variáveis que nos permitem manter as coisas sempre em alto nível”.

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