The Order: 1886

Feb 07

Feb 07

The Division 2: A Construção e Destruição de Uma Cidade

A Ubisoft Massive criou uma versão em escala real de Washington DC atual, depois a entregou à epidemia.

Gillen McAllister's Avatar Postado por Content Producer, SIEE

Construir uma cidade é mais fácil do que pensa. O que é mais difícil e levar uma à beira da destruição. Para a Ubisoft Massive, é a segunda vez em cinco anos que faz as duas coisas.

Começou com Nova York em 2016 na estréia do jogo de tiro de mundo aberto, The Division. Para a continuação do game, que será lançada em março, a ambição foi ainda maior: uma Washington DC em escala 1:1.

Cada esquina, cada distrito, tudo mapeado e construído para ser explorado por completo no jogo. Dezenas de quilômetros quadrados cuidadosamente replicados para serem iguais aos do mundo real. Construídos e depois sistematicamente destruídos, rua por rua.

O estúdio imaginou uma capital Americana bem marcada por um trio de eventos: o vírus que destruiu sua população, os sete meses subsequentes que destruíram sua infraestrutura, e a invasão de forças sem lei que reformaram o que restava.

Foi um desafio e tanto. Mas um desafio necessário: a jogabilidade de The Division precisava de novos ares.

O que Washington DC oferece que Nova York não

“Há uma estrutura de grade que não varia muito,” diz o diretor criativo Julian Gerighty sobre o cenário de Nova York do jogo original. “Quando começamos a pensar na continuação, queríamos que o jogador visse mais variedade, andando pelas ruas.”

Haviam dois problemas interligados com Manhattan. A uniformidade da cidade limitava estratégias de ataque, e a exploração era limitada a dois biomas: o residencial e o comercial. Agora, o novo lar de The Division possui seis, cada um com um visual diferente.

Assim como em NY, temos zonas residenciais e comerciais. Mas são unidas por distritos governamentais, parques e subúrbios. E a variedade visual alimenta diretamente a jogabilidade. Você terá que adaptar suas táticas dependendo da zona que estiver lutando enquanto tenta liberar áreas e reconquistar locais chave.

Sua abordagem da Casa Branca, que forma abertura do jogo, é uma batalha direta no quintal do prédio icônico. Em contraste, o espaço do Central Mall é território aberto, com ataques vindo de todos os lados, então snipers são muito importantes para levar vantagem. Também diferentes são os cantos estreitos e ruas em estilo europeu de Georgetown, que tornam a espingarda a melhor arma.

A IA dos inimigos do jogo também foi adaptada para tirar vantagem de espaços diferentes, prometendo cenários de encontros mais variados desta vez.

Você enfrentará três facções. Hyenas: anarquistas drogados predam os mais fracos. True Sons: uma milícia que governa pela força bruta. A premissa dos Outcasts é intrigante: indivíduos infectados foram largados nos acampamentos da cidade para morrer. Os que sobreviveram se juntaram e agora querem vingança.

Uma quarta facção, Black Tusks, pode ser a maior ameaça. Agentes da Division bem armados e treinados, esta organização entra no jogo como parte do endgame de The Division 2, cercando áreas aleatórias da cidade.

Como a Ubisoft Massive construiu a cidade de depois a destruiu

A construção inicial de Washington DC no jogo foi a parte mais fácil do processo. O estúdio usou informação de levantamentos militares para digitalizar a camada base da cidade, economizando centenas de horas.

“Basicamente obtivemos a planta da cidade de graça,” explica Gerighty, antes de elaborar sobre a tarefa que sua equipe teve. “Recriar uma cidade não é um desafio muito grande. Recriá-la com uma história para contar – um mundo que foi transformado – isso torna tudo realmente interessante.”

O diretor faz referência à uma “bíblia do mundo”, quase uma lista telefônica, que é o acumulado de todos os distritos, ruas e prédios analisados com a mesma pergunta: “o que aconteceu aqui?”. Todo canto tem um conto. Em todo distrito – incluindo as novas Dark Zones do jogo.

Como The Division 2 reinventou as Dark Zone do original

A Dark Zone de The Division era um câncer devorando o coração de Nova York. Um campo de batalha PvP isolado que corria solto em ruas escuras enquanto os jogadores tentavam adquirir itens valiosos sem serem mortos.

O trio de Dark Zones de DC são tão intimidadores quanto, mas estão posicionados nas beiras de Washington DC. Uma relocação parcial para evitar que DC fosse dividida em duas, (o que atrapalharia grupos de não-PvP tentando atravessar a cidade) mas também para fortalecer a jogabilidade da continuação. As missões de PvE lentamente o levarão por um círculo em torno dessas áreas muradas – e com sorte o tentarão a entrar.

Como na cidade maior, o local de cada um ajudou a formar sua história e a experiência de jogo de lá. A Union Station, para o leste, foi o local do paciente zero de DC e está cheio de equipamento do governo e do exército. Para o oeste fica Georgetown, o bairro rico e com muros construídos rapidamente, mantendo a população para fora, mas não a infecção. Para o sul descobrirá uma área se recuperando de alagamentos e ter sido alvo de produtos químicos usados como arma.

Você encontrará histórias similares por todo lado pela cidade. Ruas inteiras queimadas enquanto os serviços de emergência estavam ocupados, enquanto outras servem de cápsulas do tempo de antes do surto já que seus moradores foram evacuados primeiro.

Criando um mundo vivo

Se o tema do primeiro jogo foi sobre o isolamento e a perda, aqui o tema é o renascimento. “É sobre começar a construção de uma nova sociedade, melhor”, sugere Gerighty quando perguntado. “É mais esperançoso.”

Parte disso está até no tempo, do inverno passamos para a primavera, o que já sugere o renascimento. Mas também reflete na população. Quando andamos pelas ruas durante nosso tempo com o jogo, nossa batalha contra uma gangue de Hyenas é ajudada por civis armados. Podem não ser muito efetivos, mas pelo menos estão lutando.

A Ubisoft Massive quer equilibrar o macro e o micro desta vez. Missões menores trarão essas histórias de interesse humano à tona, construindo seu relacionamento pessoal com vários grupos da sociedade. É um gancho emocional que o estúdio espera que as pessoas vão curtir: resgatar uma vítima de sequestro será tão importante quando a reconstrução de uma infraestrutura organizacional.

“Para criar algo diferente que pareça coerente, fundamentamos o jogo nas necessidades e recursos tanto da nova colonização quanto das bases de operação,” elabora Julian. “Tudo que você faz está relacionado às necessidades dos civis, ou na sua como agente da Division.”

Tudo está interligado em The Division 2. Ajudar os civis ajuda a recuperar a cidade. A topografia de Washington DC melhora a jogabilidade. As missões guiam você por DC.
A Ubisoft Massive construiu e destruiu uma cidade novamente. Tudo com a intenção de fazer de The Division 2 um jogo de tiro online melhor que seu antecessor.

O beta privado de Tom Clancy’s The Division 2 começa hoje. O jogo completo será lançado no dia 15 de março.

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