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Novo álbum de músicas de Overwatch disponível, confira a entrevista com os compositores

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Novo álbum de músicas de Overwatch disponível, confira a entrevista com os compositores

Além disso, saiba como conseguir a skin Maestro Sigma antes que desapareça em 27 de julho.

Que música é essa? O novo álbum de Overwatch chegou, e já está disponível no Spotify, iTunes, Apple Music e Deezer. Chamado de Overwatch: Cities & Countries, ele possui os temas regionais dos mapas e missões do jogo pelo mundo todo. 

Além do lançamento do novo álbum, a partir de hoje até dia dia 27 de julho, jogadores poderão receber recompensas por tempo limitado durante o Sigma Maestro Challenge, incluindo a skin lendária Maestro Sigma, em Overwatch.

Em homenagem ao lançamento do álbum, conversamos com a equipe de compositores – Adam Burgess (Compositor da Blizzard) e Derek Duke (Diretor Musical da Blizzard), para falar sobre como este novo projeto musical foi criado.

Conte-nos sobre suas respectivas formações musicais.

Adam Burgess: Sempre me interessei pelos mundos da música clássica e contemporânea, e a música sempre foi bem colaborativa para mim. Cresci tocando em bandas, e aprendendo muito sobre música contemporânea, mas ao mesmo tempo, estudei violão clássico, e me ensinei técnicas de gravação e tecnologia no computador dos meus pais quando podia. Música instrumental, especialmente orquestral, sempre me pareceu assustadora, isoladora e intimidadora, e embora sempre tentava, não conseguia escrever uma música nem se minha vida dependesse disso. Não foi até quase completar 30 anos que comecei a criar minha própria música instrumental de maneira séria, e acabei curtindo isso mais do que qualquer outra coisa que já havia feito. Acho que pode dizer que falhei meu caminho até a melhor coisa que aconteceu comigo. 

Derek Duke: Tive aulas de piano e teoria musical desde cedo, depois outros instrumentos como o violão, trompete e mais alguns, embora não a fundo. Também estudei dança por vários anos, algo que com certeza ajudou na minha formação. Na escola tive a oportunidade de conduzir o coral de alunos, e escrevi e arranjei a música instrumental/orquestral, ao mesmo tempo aprendi sobre sintetizadores, e até tentei construir o meu próprio, além de um pouco de programação e controle de computadores na primeira geração de PCs.  

Durante a minha educação na CalArts, a oportunidade de aprender sobre  música mundial, junto com composição, junto do meu trabalho, acordou uma conexão e interesse profundo na música do mundo todo, especialmente em suas tradições vocais, o bastante para me fazer viajar até a África Ocidental para gravar e e pesquisar, e viver no sul da Índia após graduar para estudar a música lá mais a fundo. Ao nunca favorecer o caminho mais simples ou típico, e sempre buscando um caminho mais aventureiro, sempre tive a esperança, através do conhecimento que recebia dos outros e por tudo ao que fui exposto, de ter um tipo único de criatividade.  

O que os influencia quando compõem música?

Derek Duke: Overwatch está sempre equilibrando o clássico e o icônico ao mesmo tempo apresentando uma visão para o futuro. É possível ver isso em todos os aspectos do design, como a arte, os ambientes e os heróis de nossas histórias. Tentamos levar este pensamento à música. Nos inspiramos por toda a música, da clássica à contemporânea, experimental, e tudo no caminho. Tudo é música para nós, e tudo pode ser uma influência. Jogamos dois sons juntos para ver o que acontece sempre. Não deixamos os limites de gênero e tradição instrumental nos atrapalhar. Dito isso, devido ao cenário de OW, em várias cidades e países do mundo real, prestamos atenção e tentamos usar instrumentos com elos à suas regiões nas nossas explorações e criações musicais.

Como começou no mundo dos games? Algo específico os levou até aqui?

Adam Burgess: Os games eram mais uma coisa social para mim. Tenho ótimas memórias de visitar a casa de meus amigos e jogar games no PC e em consoles nos fins de semana. Ainda é o que mais curto sobre games, sobre uma franquia como Overwatch, e sobre os títulos que a Blizzard criou. Não sei dizer se houve um momento específico ou título que me fez querer trabalhar com música em games, foi mais acho que a intriga de perguntas para as quais não possuía resposta. Os games são bem interativos, não lineares como filmes ou TV. Sempre tive curiosidade sobre como a música muda dependendo das minhas ações e onde vou com meu personagem. Os jogos têm ficado cada vez mais complexos com o tempo, e estas decisões criativas são algo que continuam a me inspirar e aumentar o meu amor pelos games e sua música.

Derek Duke: O acaso.  Na época em que me envolvi, no começo dos anos 90, ainda estava no mundo da composição acadêmica. Um amigo para quem havia feito um áudio na faculdade veio até mim com uma indicação. Na época, encontrar pessoas com conhecimento sobre som/música/áudio de maneira interativa com um computador era bem raro. Saber como lidar com computadores e os tipos de arquivos etc. foi o que me abriu portas. Depois daquele primeiro emprego, apenas continuei. Mas para mim, era um tipo especial de trabalho. Me completava de maneiras diferentes de outros “trampos musicais”, as possibilidades interativas, participar do game design e função etc. e trabalhar com pessoas fazendo algo maior que a soma de suas partes. A certo ponto tive a oportunidade de criar música para um game chamado StarCraft, da Blizzard Entertainment. gora já fazem mais de 20 anos que estou trabalhando nas melhores franquias de game do mundo. 

Qual foi seu processo ao criar este álbum? Pode explicar como criar uma faixa do início ao fim?

Derek Duke: O álbum evoluiu lentamente ao longo de cinco anos, com mais locais sendo adicionados ao universo Overwatch, e agora temos a oportunidade de compartilhá-lo com a comunidade. Sempre soubemos que queríamos dar mais da nossa música aos fãs, e achamos que este seria um conceito forte para apresentar toda a nossa música como uma trilha sonora coesa. As faixas presentes são todas versões estendidas da música do jogo, várias vezes pequenas suítes são compostas para ter mais material para uso relacionado, então há bastante som novo para os fãs descobrirem no álbum.  

Derek Duke: Uma peça única foi Blizzard World, que teve música de várias franquias incorporadas, algo que nunca fizemos antes. Também é única em que se passa em um local totalmente fictício (embora todos queremos que existisse). A segunda parte da peça combina vários temas clássicos de World of Warcraft em um pequeno segmento, onde os temas se sobrepõem de maneiras interessantes. Se ouvir bem, e separar as várias camadas, ouvirá trechos dos temas World of Warcraft Main Title, A Call to Arms, Illidan, e Stormwind. Mas se ouvir como um todo, o som parece bastante com o de Overwatch. É como um easter egg para fãs da Blizzard. Depois que gravamos a orquestra e o coro, tudo se juntou de uma maneira que nos deixou bem feliz. 

Como compõem e produzem faixas que refletem a individualidade dos locais? 

Derek Duke: Cada local é diferente, e a inspiração bate de maneiras diferentes. Somos influenciados por tantas coisas diferentes, da arte ambiental história do mundo, tradições instrumentais até cultura pop moderna. Se disséssemos que grande parte da faixa Hollywood foi influenciada por Taylor Swift e Nine Inch Nails, provavelmente não acreditariam. Acho que não vai ouvir isso, mas é verdade. Algumas vezes uma idéia pode ser bizarra na superfície, mas pode mandá-lo no caminho correto se a perseguir. A chave para nós é manter a mente aberta, e estar dispostos a experimentar. 

Como abordam a mistura da vibe futurista e ultra veloz de Overwatch com a cultura rica dos vários locais pelo mundo? 

Adam Burgess and Derek Duke: Tudo que fazemos, tentamos apresentar usando a visão do que achamos que seria este som no universo de Overwatch. Temos a filosofia que a nossa música local deve parecer parte da franquia Overwatch antes de tudo. Overwatch é um futuro possível, positivo e de mensagem alegre. A nossa música é tipicamente energética, e tenta deixá-lo com vontade de participar das partidas. Você deve se animar no instante que seleciona seu herói. A chave é injetar influências tradicionais o bastante para torná-las interessantes e únicas, mas o objetivo principal ainda é ser Overwatch no fim do dia. 

Qual a sua faixa favorita do álbum?

Derek Duke: Estas faixas são como memórias para nós, são ligadas a tantos momentos diferentes, lançamentos diferentes, até BlizzCons diferentes. É difícil escolher uma favorita, e honestamente é uma viagem no túnel do tempo ouvir a trilha sonora. Esperamos que os fãs de Overwatch também se sintam assim.

Há algo mais que desejam mencionar?

Derek Duke: Foram necessárias tantas pessoas envolvidas de tantas maneiras para nos ajudar a trazer a música de Overwatch à vida; outros compositores, a equipe do game, nossos incríveis produtores e designers de som, artistas, game designers e chefes criativos, além de nossas famílias e amigos, e outras pessoas que nos apoiam no nosso dia-a-dia. Esperamos que curtam ouvir Overwatch: Cities & Countries tanto quanto curtimos criá-lo.

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