Porque a Blizzard Colocou um Hamster Dentro de um Mech em Overwatch

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Porque a Blizzard Colocou um Hamster Dentro de um Mech em Overwatch

A longa história do desenvolvimento de Wrecking Ball, o mais novo membro do eclético elenco de heróis de Overwatch.

Olá fãs PlayStation e heróis de Overwatch! Estou aqui para falar sobre o mais novo membro do nosso elenco de personagens carismáticos—Wrecking Ball.
Há mais do que apenas uma esfera robótica com canhões quádruplos neste novo herói, como alguns de vocês já sabem. Na verdade “Wrecking Ball” é apenas uma persona criada por Hammond, um hamster super inteligente, quando ele começou a lutar como um gladiador em Junkertown. para ajudar a explicar a diferença entre Hammond o hamster e Wrecking Ball o herói, é melhor eu começar do começo da história deste personagem.

O Campeão de Junkertown

Hammond já foi o Espécime #8 da Horizon Lunar Colony, que os jogadores de Overwatch reconhecerão tanto como mapa no jogo e o lugar que criou Winston, o cientista gorila que faz parte do jogo desde seu lançamento.
Baseado na história de Winston, alguns jogadores podem presumir que todos os espécimes da Horizon Lunar Colony eram macacos, ou pelo menos primatas. Mas mesmo aqui na nossa Terra, os humanos já enviaram todo tipo de animal ao espaço pelos anos, por vários motivos—cães, gatos, tartarugas—e achamos que isso seria algo legal para se explorar no universo de Overwatch.
Hammond foi outro cobaia na colônia lunar, mas os experimentos que conduziram nele foram um pouco além dos que Winston sofreu. É por isso que Hammond não é apenas mais inteligente que um hamster normal—ele é também muito maior.

Overwatch: Wrecking Ball

Se você já teve um hamster, sabe que estão sempre tentando sair e explorar tudo. A história de Hammond pode começar no mesmo lugar que a de Winston, mas logo parte em outra direção. Durante a revolta na lua onde os primatas da colônia tomam controle, Winston decide que vai apenas escapar. Hammond já gosta de fugir de tudo, então ele bola um plano para ir com Winston e constrói uma cápsula que se acopla à nave de Winston.

Hammond é mais um mecânico “faça você mesmo” do que um cientista, então sua cápsula de fuga não é muito confiável. Ela se solta durante o vôo, e aterrisa num ferro-velho em Junkertown, enquanto Winston consegue voltar até Gibraltar. Após fuçar pelo ferro-velho e perceber que os habitantes locais são um tanto voláteis, Hammond decide se esconder—e já sabe que vai depender só de si mesmo para sobreviver. Então ele constrói um mech para si mesmo e inventa o personagem “Wrecking Ball” para lutar na arena de Junkertown como gladiador, e é assim que sobrevive lá—com uma nova persona como o campeão de Junkertown.

Overwatch: Wrecking Ball

Estou contando tanto sobre a história de Hammond e a diferença entre o hamster e o mech já que quando começar a jogar Overwatch depois do lançamento de Wrecking Ball, pode notar que os heróis interagem com ele de maneiras diferentes. Roadhog e Junkrat, por exemplo, conheciam Hammond apenas como Wrecking Ball por muito tempo, então Junkrat pode chegar até ele e começar a rasgar seda sobre como ele acha incrível este mech gigante destruidor. . . ignorando completamente o fato dele ser um hamster.

A natureza da história de Wrecking Ball também trouxe alguns desafios na hora de reconciliar a história de Hammond com a jogabilidade do herói. Fazer com que Hammond seja visível nas partidas não faz muito sentido da perspectiva da história, sabíamos que tínhamos que mostrar a personalidade dele no jogo. E mostrar o hamster dá a oportunidade para os oponentes identificarem muito melhor a região para acertar headshots do que o contrário. Além disso, hamsters são super fofos, e gostamos mais dessa idéia do que, digamos, mostrar uma cabeça de robô ou algo assim para os jogadores mirarem.

Do “Cara da Bola” até o Hamster

Já estávamos colocando pequenas dicas sobre a existência de Hammond em Overwatch por mais ou menos dois anos. Jogadores astutos podem ter notado pedacinhos de informação aqui e ali sobre o Specimen 8 fugindo de sua gaiola, desde que o mapa Horizon Lunar Colony foi mostrado. Mas a idéia por trás de Wrecking Ball vem de antes disso, embora por muito tempo não sabíamos que ele seria um hamster modificado geneticamente.

Overwatch: Wrecking BallNo início, tínhamos uma idéia para um heróis que chamávamos de “Cara da Bola,” que era um mech em forma de esfera. Na época pensamos em dar algumas habilidades magnéticas para ele—algo na linha de Katamari Damacy—e a certa altura ele engoliria tiros para cuspí-los de volta. O centro deste herói sempre foi “Sou uma bola gigante de destruição,” e eventualmente começamos a pensar até: “E se Overwatch fosse um jogo de pinball?”

“Cara da Bola” acabou não entrando na lista original de heróis, mas sempre soubemos que um dia voltaríamos para esta idéia, então devagarzinho ela foi se desenvolvendo. Desde o começo queríamos que fosse um tank, já que fazia sentido com nossa visão dele como um causador de caos no time oponente. COmeçamos a enxergá-lo como um herói de controle de área, parecido com D.Va ou Winston—ao contrário dos tanks literais como Reinhardt e Orisa que são ótimos em defesa e aguentar dano. Eventualmente, olhamos para este robô sem muita personalidade nem emoção e pensamos, “Como podemos torná-lo mais legal? Como damos aquele fator X para se destacar?”

Mais ou menos essa época, nosso artista Arnold Tsang desenhou uma versão do Cara da Bola que tinha um pequeno robô hamster aparecendo na parte de cima do mech. Isto imediatamente contrastou um personagem que era interessante em termos de jogabilidade, com uma personalidade e estética diferentes. Houve muita discussão sobre temas como, Ok, um hamster numa bola é uma conexão bem legal. Mas seria melhor ser um hamster robô ou um de verdade? A bola em si é inteligente e o hamster é apenas o motor? O hamster deveria falar?

Overwatch: Wrecking Ball

Passamos anos resolvendo tudo isso. Boa parte do motivo da demora foi nosso compromisso com levar Overwatch à sério, embora exista uma certa leveza ao mundo do jogo que sempre temos que reconhecer. Não é? Só no lançamento já tínhamos um gorila falante que veio da lua. Hoje em dia, anos depois, todo mundo já se acostumou—”Ah sim, um gorila lunar falante, faz todo sentido!” Queríamos deixar passar um tempo até que a gente tentasse romper novas fronteiras novamente, colocando outro personagem bizarro no jogo.

Rompendo Novas Fronteiras

É esse o ponto de Wrecking Ball—sabíamos que seria uma figura que iria polarizar opiniões. Fizemos de propósito dessa maneira. Acho que falhamos se as pessoas apenas não curtem algo que fazemos. Mas e se todos adoram e pensam que o personagem é perfeito? Bem, nada é perfeito. Queremos aquela dicotomia das pessoas falando “Ah isso foi longe demais,” e outros dizendo, “Isso é incrível!” Queremos esse vai e vem de opiniões.

Algumas vezes a polarização ocorre no lado da jogabilidade, e algumas, pela personalidade e design estético. Sabíamos que estávamos levando as coisas longe, mas queríamos saber até onde poderíamos ir—até que ponto poderíamos fazer as pessoas falarem, ao mesmo tempo construindo um personagem divertido com ótima jogabilidade, que funciona como uma unidade coesa.

Overwatch: Wrecking Ball

Se tivéssemos apenas falado: “Ok, temos um Hamster no jogo!” sem contexto, seria absurdo. Um hamster com uma história legal? Ainda meio estranho. Hamster numa bola com poderes e jogabilidade legais? Meio maluco, mas depois de conhecê-lo, nossa esperança é que ele conquiste vocês e você passe a pensar, “Até que é interessante” e aos poucos chegue no “Que legal” até terminar em “Não imagino Overwatch sem isso!”

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